| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Rhynchocyclidae |
| Berlepsch, 1907 | |
| Subfamília: | Todirostrinae |
| Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 | |
| Espécie: | H. diops |
O olho-falso ou maria-de-olho-falso é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae.
Seu nome científico significa do (grego) hemi metade + trikkos relativo ao gênero “Todus” (Todidae, Coraciiformes) que parece significar “pássaro muito pequeno”; diops do (grego) di = dois, e de öps = face, olho. ⇒ Meio Todus com dois olhos ou pequeno Triccus de olhos duplos
Mede cerca de 11 centímetros de comprimento e pesa entre 9,5 e 13,5 gramas.
Ave de ocorrência incomum (SOUZA, 2004; RIDGELY; TUDOR, 2009). É uma pequena ave endêmica da Mata Atlântica e apresenta plumagem geral de coloração verde oliva amarronzado, sendo a cabeça, dorso, asas e cauda de coloração mais intensa que o peito, ventre e crisso, que apresenta a coloração verde oliva pálida. As penas rêmiges das asas são de coloração cinza escuro com as bordas claras. Como outros indivíduos do gênero Hemitriccus apresenta uma pequena mancha amarelada (nem sempre visível) na borda da sua asa. As penas retrizes da cauda são cinza com bordas verde oliva e possuem as pontas arredondadas. Possui uma conspícua mancha supraloral pálida que lhe confere o nome comum. Os olhos são castanhos com nítido anel periocular de coloração amarelada. O bico é curto. Os tarsos e pés são cinza amarronzados.
Não existe diferença entre a plumagem dos indivíduos do sexo masculino e feminino.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Captura pequenas lagartas verdes na folhagem e bate presas grandes de encontro ao poleiro como outros tiranideos.
Prende seu ninho pendular em forma de bolsa na ponta dos galhos finos que ficam suspensos sobre os caminhos em bordas de matas. Por vezes cria os filhotes do peixe-frito-pavonino.
Espécie característica das restingas, baixadas costeiras e encostas até 600m acima do nível do mar, e também das áreas cobertas por matas de araucária, matas subtropicais e matas nebulares ou pela Mata Atlântica Montana até 1300m. Frequenta também capoeiras isoladas e soqueiras densas de bambu. Vive solitário ou aos pares em bandos mistos.
Ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. E no Uruguai.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: